Notícias

Transtorno de Personalidade: "se você precisar, peça ajuda"

Mais de 95% dos casos de suicídio são relacionados a transtornos mentais e de personalidade grave, que compreendem um grupo de doenças psiquiátricas

23/09/2019 - 09:00

 

A cor amarela é símbolo da maior campanha de prevenção ao suicídio em todo o mundo: o Setembro Amarelo. Assim nasceu a campanha que se espalhou por todo o mundo: Mike Emme, um jovem americano conhecido como “Mustang Mike”, com suas habilidades em mecânica, consertou um Mustang 68 e o pintou de amarelo. Embora Mike Emme fosse conhecido por uma personalidade caridosa e trabalhadora, os pais não observaram os sinais de alerta, e o jovem suicidou-se em 1994, aos 17 anos. Os amigos de Mike e seus pais Dale Emme e Darlene Emme, comovidos, fizeram cartões com fitas amarelas para distribuir em seu funeral, os quais continham a mensagem: “se você precisar, peça ajuda”. Deste modo, o suicídio que um dia foi tabu é, hoje, discutido de maneira aberta, com o objetivo de levar informações, por meio de campanhas e palestras para a sociedade.

 

 

No Brasil, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos, e mais de um (01) milhão em todo o mundo. “Com muito esforço, neste mês de setembro, vamos contribuir para alertar a sociedade sobre a importância de combater o índice de suicídio, trazendo informações para as pessoas e ajudando a diminuir os números dos suicídios, os quais muitas vezes são provocados por alguma doença psíquica”, explica a psicóloga Aline Bispo.

O que é o suicídio?

Segundo a especialista, a pessoa com pensamentos suicidas não tem como objetivo a morte, mas sim, o fim do sofrimento pelo qual está passando, sendo a única maneira de alívio tirar a própria vida. “Este sofrimento pode acontecer por vários motivos: depressão, remorso, culpa, medo, ansiedade, humilhação, entre outros”.

Fatores de Risco

Alguns fatores aumentam o risco de alguém apresentar tentativas e pensamentos suicidas. Familiares e amigos do ciclo social de quem tem pensamento suicida precisam ficar atentos, considerando tentativas anteriores de suicídio, abuso de substâncias químicas, histórico familiar de suicídio, perda de vínculos familiares e sociais. Doenças terminais ou incapacitantes, desemprego, divórcio e estresse continuado estão também entre os fatores de risco e, por isso, merecem atenção.

Como pedir ajuda?

A psicóloga recomenda que a pessoa que estiver com pensamentos suicidas comunique, compartilhe esse sentimento com alguém mais próximo e, se possível, procure ajuda psicológica de um profissional capacitado, uma vez que a conversa com o especialista faz toda a diferença. “Busque ajuda com o psicólogo, ou ligue também para o 188, converse com um dos voluntários do Centro de Valorização da Vida. Eles podem entender o problema pelo qual você está passando”, diz a psicóloga.

Transtorno de Personalidade e sua relação com o suicídio

Mais de 95% dos casos de suicídio são relacionados a transtornos mentais e de personalidade grave, que compreendem um grupo de doenças psiquiátricas. A pessoa segue um padrão de pensamento e comportamento rígido. O suicídio é um assunto que está em alta nos últimos tempos e intriga muita gente, inclusive a área da saúde mental. Sem um tratamento adequado – com medicamentos e psicoterapia –, o problema se mantém por um longo período e provoca sofrimento, angústia e dificuldade de relacionamento interpessoal, para quem sofre com um tipo dessas doenças. O transtorno de personalidade pode causar desde problemas moderados até aos mais graves. Por conta disso, é importante o diagnóstico do tipo específico, para o tratamento com o especialista. Em algumas situações, sem o tratamento adequado, a doença pode levar ao suicídio. Os transtornos são agrupados em categorias com características em comum. E é habitual reconhecer traços de si próprio em diferentes tipos.

 

 

Principais tipos de transtornos

Transtorno bipolar: É um tipo de distúrbio psiquiátrico complexo. A característica mais marcante é a mudança, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), duração e frequência.

Transtorno de personalidade paranoide: Pessoas que apresentam esse tipo tendem a ser desconfiadas, com o sentimento de que vão ser enganadas. Por esse motivo, esse grupo pode apresentar comportados hostis ou desapegados.

Transtorno de personalidade esquizoide: A falta de interesse pelas relações sociais (dificuldades e indiferenças às interações sociais) é um traço desse tipo de transtorno.

Transtorno de personalidade esquizotípica: Pode levar a pessoa a um comportamento, pensamentos e crenças incomuns. O sentimento é de desconforto em ambientes sociais e dificuldade para a construção de relacionamentos íntimos.

Transtorno de personalidade antissocial: Com esse tipo de transtorno, o indivíduo não reconhece os sentimentos e necessidades de outros. A pessoa que apresenta esse quadro tende a ter comportamento agressivo.

Transtorno de personalidade histriônica: Pessoas com esse transtorno se revelam altamente emotivas e dramáticas, com necessidade excessiva de atenção de terceiros e podem usar a sua aparência física para conseguir aprovação social.

Transtorno de personalidade borderline : Suas principais características são o medo do abandono, relacionamentos intensos e instáveis, sentimento crônico de solidão, vazio, explosões emocionais extremas e comportamento autodestrutivo.

 

 

Comentários

Os comentários aqui descritos não respresentam opnião da Revista Personnalité e é de inteira responsabilidade do usuário.