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Saiba o que é e como evitar a Resistência a Insulina

05/11/2018 - 08:00

 

A Resistência a insulina (RI) é uma doença que afeta o funcionamento do metabolismo, fazendo com que as células não respondam adequadamente ao estimulo da insulina. A doença é frequentemente confundida com Diabetes, apesar de não serem a mesma coisa. A RI eleva o risco de o paciente adquirir a Diabetes tipo II e outras enfermidades, como Terosclerose, Hipertensão arterial e Dislipidemia.

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue. Quando o consumo de glicose é elevado, a insulina não dá conta de transportá-la para as células, acumulando-se na corrente sanguínea. A instabilidade do nível de açúcar no sangue produz mais radicais livres, aumenta o hormônio do estresse e dificulta a perda de peso. Esse trio é o berço para o surgimento de novas doenças.

 

O controle de peso evita a Resistencia a insulina

 

Ao ganhar muito peso, o tecido adiposo tende a expandir e, com isso,aumenta a necessidade do pâncreas produzir mais insulina. Essa disfunção compromete o funcionamento das células fazendo com que elas se defendam e bloqueiem a entrada da glicose conduzida pela insulina.

Se você já possui fatores de risco para adquirir a doença, é de extrema importância ser acompanhado por um nutricionista, para que o profissional monte uma dieta preventiva personalizada ao seu organismo e estilo de vida. É possível também precaver a RI adotando alguns cuidados no dia-a-dia. A nutricionista Dra. Flávia Belletini deixou algumas recomendações.

Primeiramente, é preciso reduzir ou excluir o consumo de alimentos que afetam a estabilidade da insulina no organismo. Você pode começar substituindo os itens que possuem muito carboidrato, por proteínas e alimentos com baixo índice glicêmico que sejam ricos em fibras, dado que eles aprimoram a resposta insulínica.Portanto, é melhor restringir a dieta temporariamente”) do que excluir alguns alimentos de forma definitiva

Segundo, evite períodos longos de jejum, visto que esse hábito aumenta a compulsão e o consumo exagerado de doces.O nosso organismo não precisa de uma quantidade tão elevada de glicose por dia. Logo, refrigerantes, sobremesas e doces são uma bomba-relógio em nosso corpo.

Terceiro, não deixe de consumir gordura, pois ela é essencial para manter a saciedade e reduzir o índice glicêmico após a refeição. Mas nada de gorduras trans e insaturadas: consuma apenas as originadas de boas fontes de gordura como abacate, azeite de oliva, peixe, castanhas, dentre outras.

Posso substituir tudo por vegetais? Também não. Algumas verduras dispõem de uma grande concentração de amido, que se transformam em glicose após a ingestão, a beterraba é um bom exemplo desse tipo de vegetal.  Neste caso os tubérculos são ótimas possibilidades, porém,sem exageros, pois devem ser consumidos conforme o percentual ideal de carboidratos do seu organismo.

E por último, exercite-se! A atividade física e a alimentação correta são a dupla perfeita para manter os níveis de glicemia estabilizados; isto acontece porque, quanto mais gastamos energia, menor o risco do açúcar se concentrar na corrente sanguínea.

 

Quando investigamos resistência a insulina, pensamos sobretudo em tratamento preventivo, evitando o surgimento da doença e melhorando a qualidade de vida. Além do controle e tratamento, a nutrição traz grandes benefícios para prevenção de muitas doenças. Na prática clínica, observo muitos pacientes com resistência insulínica, devido à má alimentação.  Eles acreditam que a Resistência a Insulina não traz riscos, já que dela não se fala tanto. Frequentemente, em menos de 2 anos, retornam como portadores da Diabetes.

 

 

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