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#PROFDELVARTE: QUE RUMO TOMAR NA VIDA? CONCURSOS PÚBLICOS OU EMPREENDEDORISMO?

09/07/2019 - 08:00

 

 

Ingressar no serviço público ou numa empresa privada ainda é o sonho de muitos brasileiros? Ou, ao contrário, lutam eles por autonomia e independência, trilhando o caminho do empreendedorismo?

A princípio, os dados estatísticos sobre o empreendedorismo, no Brasil, até que animam. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), antes da crise que se instalou no período de 2005 a 2014, o número de empresas em attividade caiu, na Espanha e em Portugal, respectivamente, 1% a.a. e 1,3% a.a. Nos EUA, o número cresceu apenas 0,4% a.a., perdendo para o Brasil, que cresceu 5% a.a.

No entanto, pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, por três anos seguidos, o Brasil registrou saldo negativo de empresas formais. Em 2016, abriram as portas no mercado 648.474 empresas, enquanto 719.551 registraram saída.É que nem sempre os empreendedores conseguem perpetuar-se no ramo dos negócios. A crise que castiga o país, a burocracia, a excessiva carga tributária e o monopólio das grandes corporações embaraçam, cada vez mais, o sonho de muitos brasileiros de se tornarem empreendedores.

Costuma-se dizer, assim, que começar um negócio é arriscado e frequentemente acaba em falência. Por outro lado, estudiosos da área sustentam que os empreendedores podem chegar ao sucesso, sim! A condição é que sejam pessoas talentosas, sagazes e experientes, que saibam identificar e agarrar com unhas e dentes as oportunidades, administrar e atrair recursos financeiros, assumir riscos moderados e tudo fazer para minimizá-los.

 

EMPREENDENDO NOS CONCURSOS PÚBLICOS

 

 

 

 

Mas será que essa habilidade para empreender só se aplica ao ramo dos negócios que exigem altos investimentos e que apresentam considerável grau de risco? Dedicar-se a um concurso público em busca de um emprego estável, com um bom salário e benefícios trabalhistas não seria também um jeito de empreender?

Inspirando-me em Dolabela (2005), que, categoricamente, afirma que “O empreendedor é alguém que sonha e busca transformar seu sonho em realidade”, digo que sim. Mergulhar-se no mundo dos estudos para aprovação e excelente classificação em um concurso público envolve custos e riscos – ainda que, obviamente, bem menores do que aqueles envolvidos na montagem de um negócio próprio. Ser nomeado em um cargo na esfera pública, por meio de um concurso público, exige os mesmos esforços de quem empreende em um negócio qualquer.

Dentre outros, criatividade, iniciativa, persistência, comprometimento, autoconfiança, foco, riscos calculados e muito planejamento são atributos indispensáveis para o sucesso de um verdadeiro concurseiro. Para estudar, o candidato perde noites de sono; derrama muito suor; passa por muito sacrifício e renúncias; investe em cursos preparatórios, livros e apostilas; age com muita disciplina e segue um rigoroso planejamento de estudos. de, estresse e angústias. Hoje se tem uma notícia; amanhã, outra. Volta e meia, decisões políticas são recuadas. Uma incerteza atrás da outra!

 

 

Nos meus cursos e consultoria para concursos públicos, enxergo alunos que detêm muito potencial tanto para o emprego formal quanto para o empreendedorismo no mundo dos negócios. Pergunto, então: diante da crise, por que não conciliar emprego com empresa própria e passar a ter duas rendas? Se você tem a coragem de arregaçar as mangas e partir para a luta (emprego formal e empreendedorismo), sugiro que siga 7 (sete) dicas apontadas pela revista Exame, aqui resumidas:

1) tenha paixão pelo empreendimento;

2) invista em organização e eficiência;

3) faça um planejamento;

4) não se esqueça da ética;

5) faça (e mantenha) contatos;

6) treine adequadamente e confie nos outros;

e 7) tenha muita disposição.

(disponível em: https://exame.abril.com.br/pme)

 

Meu conselho, então, é: tente conciliar as duas coisas. Torne-se também um empreendedor – monte seu próprio negócio -, se tiver essa vocação, mas sem deixar de batalhar por um emprego formal (salário todo mês e outras vantagens), principalmente em um emprego público que possa lhe proporcionar mais tranquilidade, segurança e qualidade de vida.

 

 

 

 

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