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GESTARE: Preservação da Fertilidade

A fertilidade feminina começa a diminuir por volta dos 30 anos, fenômeno que se acentua a partir dos 35 anos com a redução progressiva da quantidade e da qualidade dos óvulos

08/01/2020 - 08:00

 

Inicialmente, as técnicas de preservação da fertilidade foram desenvolvidas para pacientes que seriam submetidos a tratamentos capazes de comprometer a função testicular ou ovariana e para pacientes com diagnóstico de câncer ou outras doenças, cujo tratamento químio ou radioterápico poderia deixá-los inférteis. A crescente incidência de tumores malignos e, sobretudo, a melhoria constante nos índices de cura e sobrevida trazida pelos modernos tratamentos oncológicos tornaram a preservação da capacidade reprodutiva importante preocupação médica.

 

 

Outro fenômeno mundial é o aumento do número de homens e mulheres que desejam ter filhos em idade mais avançada. Cresceu o interesse sobre o efeito do envelhecimento na capacidade reprodutiva. Na maioria das vezes, isso se deve à incorporação da mulher na vida acadêmica e profissional, visando ao sucesso da sua carreira e à busca da estabilidade financeira; ou, ainda, pelo início tardio de uma vida afetiva, seja pela dificuldade de encontrar um parceiro, ou pelo ingresso em um novo casamento.

 

 

Muitas pessoas acreditam que a ciência atual dispõe de recursos capazes de desfazer os efeitos da natureza, do envelhecimento – puro engano. A perda da fertilidade é um fato inexorável para homens e mulheres. Os homens perdem lentamente a fertilidade, não com a mesma intensidade das mulheres. A fertilidade feminina começa a diminuir por volta dos 30 anos, fenômeno que se acentua a partir dos 35 anos com a redução progressiva da quantidade e da qualidade dos óvulos. Para se ter uma ideia, antes dos 35 anos cerca de 30% dos óvulos apresentam alterações genéticas. Após os 39 anos, cerca de 70% dos óvulos são anormais, o que reduz drasticamente as chances de gestação e aumenta as taxas de abortamentos.

 

 

Por volta dos 50 anos, dificilmente existem óvulos capazes de serem fecundados. Atualmente, os tratamentos de preservação da fertilidade utilizam técnicas avançadas de reprodução assistida, dando ao paciente tempo hábil para começar os procedimentos quimioterápicos ou radioterápicos. A técnica a ser escolhida vai depender da idade do paciente, do tempo disponível para que as medidas possam ser tomadas sem comprometer o sucesso do tratamento oncológico e do tipo de câncer. Esta escolha deve ser feita em conjunto com o oncologista, com rapidez suficiente para não prejudicar a saúde do paciente. Para os homens, a criopreservação (congelamento) de sêmen é a técnica amplamente utilizada, podendo também se preservar tecido testicular. Os espermatozoides são células que respondem muito bem ao congelamento e descongelamento, apresentando altíssimas taxas de sobrevivência.

 

 

Há casos registrados de crianças nascidas com mais de 20 anos após congelamento de sêmen. Para as mulheres, atualmente, a técnica mais indicada é criopreservação de óvulos (vitrificação). A paciente passa por um período de estímulo ovariano, com o objetivo de recrutamento e crescimento folicular, seguido de aspiração dos óvulos para sua vitrificação (congelamento). O congelamento de óvulos maduros assume grande importância ao eliminar dilemas éticos, legais e religiosos que envolvem o congelamento de embriões. Dessa forma, torna‐se particularmente interessante para mulheres sem parceiro estável. Atualmente, as taxas de sobrevivência de óvulos à vitrificação são próximas de 90%. Não existe tempo limite de congelamento. Existem ainda outras alternativas para casos específicos, como a criopreservação de óvulos imaturos, congelamento de tecido ovariano e a transposição dos ovários.

INDICAÇÕES DA VITRIFICAÇÃO DE ÓVULOS

Mulheres que, por qualquer razão, desejam adiar a maternidade. Pacientes sob risco de perda da função ovariana: Pacientes diagnosticadas com câncer que vão receber tratamento com químio ou radioterapia, doenças autoimunes que precisem de quimioterapia, transplantes de medula óssea ou mulheres com risco de cirurgia ovariana repetida, como a endometriose e mulheres com história familiar de menopausa precoce.

 

 

Reconhecer a importância das escolhas alimentares e hábitos de vida para quem deseja gerar uma vida ou já está gerando é como construir uma casinha, onde cada detalhe e material a ser utilizado vão garantir uma boa ou má estrutura por toda a vida. Buscar um Nutricionista para auxiliar nessa fase é essencial para cada etapa, não só para a garantia de uma alimentação balanceada e equilibrada, como para o ganho de peso adequado para mãe e filho, prevenção e tratamento de patologias que possam surgir, mas acima de tudo para que essa mulher/família viva essa experiência de forma mais serena e bem nutrida.

 

 

Você sabe o que é RESERVA OVARIANA?

Na realidade atual, as mulheres têm postergado cada vez mais a maternidade. Neste contexto, deparamos-nos, cada vez mais, no consultório, com pacientes com uma idade um pouco mais avançada e com tentativas frustradas de gestar. Sabemos que ocorre uma diminuição progressiva da quantidade e qualidade dos óvulos ao longo da vida reprodutiva feminina. Na tentativa de mensuração desse grau de fecundidade, é que lançamos mão da pesquisa da RESERVA OVARIANA, que, a grosso modo, são exames capazes de aferir a quantidade de óvulos que estão disponíveis no organismo feminino para fecundação.

 

 

Para esta avaliação, lançamos mão da ultrassonografia para contar os folículos nos ovários, e também do grande marcador da reserva ovariana, que é o Hormônio Anti-mulleriano. Mas tenham calma! Caso seus exames revelem que você tem que correr contra o relógio, não é necessário desespero. Existem várias opções de tratamento disponíveis, que devem ser individualizadas para cada paciente. A procura por um fertileuta não deve ser apenas de mulheres com tentativas frustradas de gestar, mas sim de toda mulher que necessita postergar sua gestação. As técnicas de Reprodução Assistida, incluindo a possibilidade de congelamento de óvulos, podem auxiliar essas mulheres, que não são necessariamente inférteis, mas que muitas vezes só querem a liberdade de poder postergar uma gestação com segurança.

 

 

É importante saber que toda gravidez tem riscos e para minimizá-los é essencial fazer o pré-natal bem feito. Abordaremos na primeira consulta a história clínica e os antecedentes obstétricos que são importantes para definir o risco gestacional e prever complicações. A frequência das consultas é importante, especialmente durante o primeiro trimestre de gestação, já que a descoberta de problemas ainda neste período ajuda o obstetra a traçar o melhor plano para reduzir os danos. Realizar todos os exames recomendados mudam o prognóstico, pois antecipam o diagnóstico de complicações. Cada caso é individualizado, porém alguns exames são rotina para todas as gestantes. Oriento cuidar do peso, exercitar, tomar as vitaminas recomendadas e manter-se ativa na gestação para diminuírem as complicações. O pré-natal bem feito garante tranquilidade e segurança para a mamãe e o bebê.

 

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