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Fascite Plantar: “uma pedra no sapato” que incomoda atletas, sedentários e amantes do salto alto

A doença popularmente conhecida como esporão do calcâneo, afeta entre 3,6 e 7,0% da população

27/09/2019 - 09:00

 

Na rotina intensa do dia a dia, muitas pessoas já sentiram uma queimação ou aquela fisgada no calcanhar. Esse incômodo atinge o público feminino ao esbanjar elegância com o seu salto alto, o idoso na caminhada matinal e ainda os atletas que fazem dos pés um trampolim para chegar ao pódio. Embora essas pessoas tenham perfis diferentes, após um diagnóstico especializado, podem ser surpreendidas pela fascite plantar, doença popularmente conhecida como esporão do calcâneo, a qual afeta entre 3,6 e 7,0% da população e se manifesta principalmente em quem exige demais dos próprios pés no dia a dia. A inflamação surge na planta do pé, como esclarece o médico ortopedista Dr Aloísio Alan: “é uma inflamação de um tecido chamado fáscia plantar, localizado na sola do pé e que conecta o calcâneo (osso que forma o calcanhar) aos dedos”.

 

 

O QUE PROVOCA

A Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor revelou, em pesquisas recentes, que a dor da fascite plantar pode estar associada “a uma alteração estrutural mais condizente com processos degenerativos”. Isso explica o porquê de profissionais como bailarinos, atletas, pessoas obesas e idosos terem maior incidência dessa patologia. Segundo o médico ortopedista, “fascite plantar é mais comum em pessoas entre 40 e 60 anos. Mas atinge também praticantes de atividades, como a dança ou corrida de longa distância, cujas modalidades exigem uma força intensa sobre o calcanhar e a fáscia plantar. Isso pode contribuir para o surgimento da doença”. Revela ainda o Dr Alan que outros fatores podem levar muitas pessoas ao temido esporão do calcâneo, por exemplo, o uso de calçados inadequados e a prática de atividades físicas sem orientação profissional. “O encurtamento do tendão de Aquiles, atrás da perna e que liga os músculos da panturrilha aos ossos do calcanhar, acontece por conta do retesamento do músculo da panturrilha ou pelo uso diário de calçados com salto muito alto ou inadequado para amortecer os choques contra o osso calcâneo”, conclui Dr Alan.

 

 

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O primeiro diagnóstico da fascite plantar é clínico e cada caso tem o seu tratamento específico. Exames como o de raio X e ultrassom são úteis para revelar o quadro em cada paciente. O tratamento se inicia ao reduzir a inflamação, com o objetivo de aliviar a dor e habilitar o paciente para retornar às suas atividades do dia a dia. Em alguns casos, as pessoas diagnosticadas reduzem o problema com repouso, uso de palmilhas ortopédicas, terapia por ondas de choque ou medicamentos prescritos pelo médico ortopedista.

 

 

QUER PREVENIR?

Você pode se prevenir da doença com a adoção de hábitos para uma vida saudável, como evitar a obesidade, fazer alongamentos ao iniciar e finalizar atividades físicas. “A preferência por calçados confortáveis (não abusar de sapatos com grandes saltos) também pode contribuir para evitar o esporão do calcâneo”, atesta o especialista.

 

 

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