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Eu sou uma estrela

05/02/2019 - 08:00

 

 

 

 

Dizem que o apelido só pega se você se importar com ele. O objetivo de quem quer nos desmerecer com palavras que ressaltam o que para eles é algo ruim em nós, seja na aparência, no nosso trabalho ou na nossa essência, só tem efeito se isso realmente toca em algo que não está resolvido em nós, algo que também não entendemos ou aceitamos e, por isso, incomoda-nos. Não gostamos de ter os nossos “defeitos” salientados, ainda mais por algo tão poderoso que é a palavra.

Já faz um certo tempo que uma palavra tem sido usada para me identificar, especialmente entre meus pares: Estrela! “Adão é uma estrela”. “Não convida Adão, porque ele é uma estrela”. “ Adão se acha uma estrela”. “Ele é caro demais, porque é uma estrela”. “Não trabalho com ele, porque ele é uma estrela”. “Estamos felizes com sua presença, pois você é uma estrela”. E, de tanto ouvir essa expressão, na maioria das vezes, usada com um viés de negatividade, eu parei para pensar: por que estão me tratando assim? O que em mim ou no meu trabalho tem me valido essa alcunha com sentido tão pesado de falta de humildade, falta de generosidade, pedantismo, se tudo isso é algo que eu repudio nos outros e ainda mais em mim?

Minha mãe sempre nos ensinou a ter humildade e eu me lembro de uma história que ela contava cada vez que eu me destacava em alguma coisa ou aparecia demais em algo que fizesse: “meu filho, lembre-se sempre do Pavão que vive da boniteza, mas tem os pés horríveis. Quando você se achar mais que os outros, olhe para seus pés e se lembre dos seus defeitos” Isso me marcou para sempre! Primeiro, por vir da mulher mais incrível que eu tive o merecimento de conhecer neste mundo e, segundo, porque a vida, muitas vezes, colocou-me em posições de destaque e em todas elas eu sempre encontrei um tempo para olhar para meus “pés de pavão”. Sempre fui um estudante dedicado e, enquanto professor, trabalhei três turnos – de segunda a sábado – durante a maior parte desses 28 anos de sala de aula (cheguei a trabalhar em quatro cidades ao mesmo tempo).

Já viajei para mais de setenta cidades da Bahia discutindo temas de educação, cidadania, meio ambiente, política nacional e internacional. Fiz um mestrado, fora do país, pagando tudo do próprio bolso (parto agora para o doutorado da mesma forma). Realizo uma série de trabalhos voluntários junto às comunidades carentes de minha cidade, inclusive a comunidade carcerária. Apresento um programa de rádio que, em dois anos, se tornou líder de audiência em toda a região sudoeste da Bahia, com uma série de serviços de informação e entretenimento. Tenho milhares de seguidores nas redes sociais que me acompanham de forma voluntária e interativa. Cuido dos meus pais, dos meus sobrinhos, dos meus irmãos e dos meus amigos tanto quanto possível e chego a ter jornadas de até 14 horas de trabalho por dia, em determinados dias.

 

Se “ser uma estrela” é perseguir seus objetivos com ética e generosidade, empatia e respeito a quem nos acompanha; é não desistir dos nossos sonhos diante de todos os obstáculos (especialmente a inveja); se é continuar acreditando em si e em seus valores, seus talentos; se é continuar estudando e se aprimorando todos os dias… Se tudo isso faz de alguém uma estrela, eu posso dizer bem alto: Eu sou uma estrela! E me alegro profundamente em sê-la. E, aproveitando as festas deste final de ano, eu desejo que cada um de vocês também se permita brilhar intensamente. Desta forma, poderemos viver em um lindo céu estrelado, onde todos nós, cada um no seu espaço, poderemos nos admirar e nos elogiar mutuamente: ESTRELAS!”

 

 

Adão Albuquerque Professor,
Performer e Palestrante
professoradao1@gmail.com

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