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Equílibrio emocional: a linha tênue entre o pensar e o agir.

11/01/2019 - 08:00

 

 

 

A vida não possui uma receita indicando os ingredientes que tornam nossa trajetória mais feliz e plena. Entretanto, a busca pelo equilíbrio, sobretudo emocional, é capaz de traçar um novo destino para nós.

 

 

 

 

Como alcançar esse equilíbrio? A resposta está dentro de nós. Isso mesmo! O autoconhecimento é capaz de revelar questões internas, que são essenciais para nossa evolução enquanto ser humano. Esse processo pode ser facilmente exercitado por alguns; para outros, no entanto, é preciso a intervenção de uma segunda pessoa que os oriente.

Mas antes de partir para o autoconhecimento, é preciso reconhecimento. Reconhecer que as emoções ruins fazem parte de nossa natureza e que todos nós somos capazes de senti-las. Logo, os nossos sentimentos devem ser equilibrados e não exorcizados como algumas pessoas acreditam. Ou seja, deve haver um ponto médio entre as emoções negativas e positivas, para que elas sejam reconhecidas e não renegadas. A paciência, por exemplo, é uma virtude necessária, contudo ela não deve ser exclusiva, porque, quando somos inertes a tudo, comprometemos nossa própria sobrevivência. Isso vale para os outros sentimentos também.

 

 

O equilíbrio emocional permite ainda que encontremos a saída, até mesmo em situações que aparentemente parecem não ter solução.Para isso, é preciso raciocinar com emoção, de modo que esta não interfira na razão e vice-versa.“O equilíbrio entre a razão e a emoção é o caminho mais adequado. Os excessos costumam trazer consequências prejudiciais às pessoas. Por um lado, a razão excessiva não permite que o sujeito vivencie ou expresse suas emoções. Por outro, a pessoa sentimental costuma agir por impulso, gerando situações desconfortáveis”, diz a psicóloga Aline Bispo.

Muitas vezes julgamos as falhas alheias, ao invés de lidar com as nossas. Talvez sabotamos a admissão dos próprios erros simplesmente pelo medo da autodescoberta ou até mesmo pela vergonha de assumir a capacidade de errar. Acontece que eles são inevitáveis. Quem nunca agiu por impulso e se excedeu em discussão? “Diariamente, presenciamos eventos que não acontecem como queremos ou planejamos. Nesses momentos, é preciso adotar uma postura que facilite encontrar soluções e não agravar os problemas. Nessas horas, devem entrar em ação menos estresse e mais autocontrole”, explica Aline.

 

 

A psicologia, enquanto ciência comportamental, compreende a complexidade humana e dispõe de caminhos que facilitam nossa caminhada.“Como profissional, possuo afinidade com a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), porque é uma técnica que considera um conjunto de situações internas e externas do paciente capazes de determinar suas emoções e comportamentos. A autorreflexão proposta por ela é essencial para uma vida equilibrada”.

 

 

Além disso, segundo Aline, a TCC tem o objetivo de nos mostrar como os acontecimentos nos influenciam e como nós o interpretamos. Ela explica que “temos determinados pensamentos que evoluem para uma emoção e, a partir daí, agimos de acordo com os efeitos desses sentimentos”. Esse processo do pensar, interpretar e agir é trabalhado na terapia, para que ocorra de forma equilibrada. O reconhecimento e autoconhecimento mencionados podem ser conduzidos por meio da terapia. Conforme a psicóloga, a efetividade da terapia está justamente nos questionamentos internos que muitas vezes não fazemos. O dia a dia tão frenético limita nossa percepção de mundo, especialmente sobre nós mesmos.

 

 

 

 

 

 

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