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Entenda o que é reabilitação cognitiva infantil e sua importância

É na infância que está presente uma das principais fases da nossa formação, e por isso deve-se ter atenção aos comportamentos infantis.

02/08/2019 - 08:00

 

Graduado em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, durante a sua formação, Luiz Renato Ramos – CRP 03/12223 –  dedicou os seus estudos da neuropsicologia do desenvolvimento e reabilitação cognitiva infantil, realizando trabalhos teóricos e práticos que contribuíram para o crescimento científico da área. E após a formação, se dedicou ao trabalho clínico, dando continuidade aos estudos nas áreas citadas acima. Atualmente atua como psicólogo clínico infantil, com enfoque neuropsicológico, reabilitação cognitiva e terapia cognitivo-comportamental.

 

 

O vasto universo da mente infantil – Sinapse comportamental. O que diferencia terapia com adultos da terapia com crianças/adolescentes?

Diferentemente dos adultos, as demandas clínicas de crianças e adolescentes emergem a partir de problemas que elas podem ou não reconhecer. Eles são levados às clínicas pelos seus responsáveis, por apresentarem dificuldades adaptativas, reações emocionais inadequadas, dificuldades de aprendizagem entre outras questões. Por estas peculiaridades, o terapeuta infantil tem que desenvolver habilidades de empatia necessárias para manter a criança motivada e envolvida durante todo o acompanhamento.

Tudo que fazemos é fruto de como processamos o mundo dentro de nosso cérebro. As pessoas – em qualquer fase da vida – são capazes de produzir reações e reagir das mais variadas formas, em situações adversas. Isso porque ao longo de nossa formação como ser humano – sobretudo quando somos crianças – vamos adquirindo conhecimento e moldando o nosso ser.

E é na infância que está presente uma das principais fases da nossa formação, e por isso deve-se ter atenção aos comportamentos infantis. Na psicologia, já há estudos que vêm sendo realizados em todo o mundo, com notáveis avanços científicos, por meio da neuropsicologia, a ciência que estuda a relação entre o cérebro e o comportamento humano.

Um dos estudiosos de mais destaque na área é o psicólogo clínico infantil Luiz Renato Ramos, graduado em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, Dr. Luiz explica que, como área específica de estudo, a neuropsicologia tem um desenvolvimento relativamente recente, embora sua fundamentação científica seja resultante de várias décadas de conhecimento e investigação. Inicialmente, a avaliação neuropsicológica pretendia chegar à identificação e localização de lesões cerebrais focais. E atualmente ela baseia-se na localização dinâmica de funções, tendo por objetivo a investigação das funções corticais superiores, como a atenção, a memória, a linguagem, entre outras.

“A neuropsicologia entende a participação do cérebro como um todo, no qual as áreas são interdependentes e inter-relacionadas, funcionando comparativamente a uma orquestra, que depende da integração de seus componentes para realizar um concerto. Isso se denomina sistema funcional.

O principal enfoque da neuropsicologia é o desenvolvimento de uma ciência do comportamento humano, baseada no funcionamento do cérebro. Dessa maneira, sabe-se que, a partir do conhecimento do desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro pode-se compreender alterações cerebrais, como no caso de disfunções cognitivas e do comportamento resultante de lesões, doenças ou desenvolvimento anormal do cérebro”, disse Dr. Luiz.

 

 

A neuropsicologia infantil, que tem por objetivo identificar precocemente alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental, tornou-se um dos componentes essenciais das consultas periódicas de saúde das crianças, sendo necessária a utilização de instrumentos adequados a esta finalidade (testes neuropsicológicos e escalas para a avaliação do desenvolvimento).

Os resultados dessas escalas e testes refletem os principais ganhos ao longo do desenvolvimento e têm o objetivo de determinar o nível evolutivo específico da criança. Segundo Dr. Luiz, “a importância desses instrumentos reside principalmente na prevenção e detecção precoce de distúrbios do desenvolvimento/aprendizado, indicando de forma minuciosa o ritmo e a qualidade do processo e possibilitando um mapeamento qualitativo e quantitativo das áreas cerebrais e suas interligações (sistema funcional), visando intervenções terapêuticas precoces e precisas”. Além da importância de ter um ambiente alegre e divertido, uma vez que onde a criança se sente confiante, as atividades cognitivas resultam em um diagnóstico preciso e positivo”

 

 

Avaliação neuropsicológica na criança – Indicações e contribuições

De acordo com o psicólogo Luiz Renato Ramos, a avaliação neuropsicológica é recomendada em qualquer caso que exista suspeita de uma dificuldade cognitiva ou comportamental de origem neurológica. “Ela pode auxiliar no diagnóstico e tratamento de diversas enfermidades neurológicas, problemas de desenvolvimento infantil, comprometimentos psiquiátricos, alterações de conduta, dentre outros”, afirmou.

A contribuição desse tipo de exame na criança é extensiva ao processo de ensino-aprendizagem, pois nos permite estabelecer algumas relações entre as funções corticais superiores, como a linguagem, a atenção e a memória, e a aprendizagem simbólica (conceitos, escrita, leitura etc.). O modelo neuropsicológico das dificuldades da aprendizagem busca reunir uma amostra de funções mentais superiores envolvidas na aprendizagem simbólica, as quais estão correlacionadas com a organização funcional do cérebro. “Sem essa condição, a aprendizagem não se processa normalmente, e, neste caso, podemos nos deparar com uma disfunção ou lesão cerebral”, explica o psicólogo Luiz Renato.

Segundo ele, “o conjunto dos instrumentos utilizados nos possibilita uma avaliação global das capacidades da criança, bem como das dificuldades encontradas por ela em seu desempenho dia a dia. Não se trata de ‘rotular’ ou ‘enquadrar’ a criança como integrante de grupos problemáticos, e sim de evitar que tais dificuldades possam impedir o desenvolvimento saudável dela”.

E no que se refere a avaliação em crianças, é importante salientar algumas questões, entre elas o fato de o desenvolvimento cerebral ter características próprias a cada faixa etária.

“Portanto, dentro desse padrão de funcionamento cerebral, é importante a elaboração de provas de acordo com o processo maturacional do cérebro. Por exemplo: quando se fala de imaturidade na infância, esta não deve ser entendida unicamente como deficiência, devido às peculiaridades do desenvolvimento cerebral na infância. Diferentemente do adulto, o cérebro da criança está ainda em desenvolvimento, tendo características próprias que garantem uma diferenciação e especificidade de funções”, finalizou Dr. Luiz.

 

luizrenatoramos@gmail.com
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