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Dependência e alcoolismo na adolescência

10/07/2019 - 08:00

 

 

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 55% dos adolescentes já consumiram bebida alcoólica. Geralmente, os adolescentes são motivados a ingerir o álcool por curtição, carência afetiva e falta de controle dos pais. Riselia Fernandes, psicóloga e especialista em dependência química, alerta sobre o perigo do consumo de bebidas alcoólicas nessa fase, porque, além de ser uma porta de entrada para outras drogas lícitas e ilícitas, o álcool provoca vários problemas psicológicos, comprometendo até mesmo a intelectualidade do adolescente.

Muito temida pelos pais, a adolescência é um período marcado pela curiosidade, irreverência e conflitos externos e internos. Apesar de ser um momento naturalmente delicado, todos os obstáculos que surgem entre os pais e filhos podem ser atenuados com diálogo, compreensão e imposição de limites. Entre a infância e a fase adulta, o adolescente tenta se inserir no mundo, entender sua individualidade e se impor. Quando lhe falta a orientação correta para construção da sua autoestima e autoconfiança, ele busca refúgio e abrigo emocional em caminhos alternativos que, temporariamente, irão suprir suas necessidades emocionais. “ A droga, seja lícita ou ilícita, é vista como o prazer comprado e imediato. Logo, a alteração voluntária da consciência torna-se uma fuga instantânea para as angústias desse adolescente”, afirma.

 

 

Todavia, conflitos familiares não são os únicos propulsores para consumo de álcool na adolescência. Até mesmo aqueles que desenvolveram uma relação de confiança com seus filhos podem ser surpreendidos com esse problema. A psicologia explica que o ser humano precisa se sentir incluído e importante para estar bem. Por isso, mesmo quando são acolhidos pelos pais, os adolescentes procuram o prestígio do reconhecimento dos grupos que frequentam. Esse sentimento, por imaturidade, sobrepõe a responsabilidade social que foi ensinada pelos pais. “Os tutores podem iniciar o atendimento com o psicólogo,sempre quando se sentirem inseguros em relação a essa fase tão complexa e cheia de particularidades. O atendimento terapêutico deve ser realizado em família ou individualmente com o adolescente”, aconselha.

 

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Os prejuízos físicos, cognitivos e emocionais para o adolescente que ingere o álcool precocemente são estendidos para toda a vida. Riselia explica que, antes dos 18 anos, o cérebro do adolescente ainda está em formação, portanto o sistema nervoso central não possui maturidade para receber estímulos químicos. Quanto mais cedo e frequente a ingestão de bebidas alcoólicas, as chances de dependência química aumentam.  “Enfrentar os conflitos faz parte da vida e é justamente na adolescência que aprendemos como lidar com eles. Se nessa fase o adolescente lida com os seus conflitos de modo irresponsável, a tendência é que ele seja um adulto com a inteligência emocional comprometida e ainda desenvolva vários problemas em sua personalidade. Até porque é durante os conflitos que enxergamos quem somos. Se o indivíduo ignora esse momento de reflexão, terá muita dificuldade de enxergar quem ele realmente é! ”

 

 

Contato:

(77)98823-3010

Instagram:

@riseliapsi

 

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