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Como anda sua saúde mental?

12/07/2019 - 08:00

 

 

A busca pela saúde mental é iniciada no momento em que as pessoas desmistificam a ideia de que a psiquiatria e a psicologia são direcionadas exclusivamente para pacientes com transtornos mentais. Entender-se como um ser complexo e passível a ter problemas é o primeiro passo para viver bem.  Compreendendo isso, a busca pela prevenção torna-se natural e frequente.  Assim, ir ao psiquiatra ou ao psicólogo deixa de ser algo absurdo e passa a ser um ato de amor-próprio.

Os mitos que cercam a saúde mental têm custado muitas vidas. São assustadores os números de suicídio, fenômeno constatado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a segunda causa de morte mundial, entre os jovens de 15 a 29 anos. O estágio avançado de uma psicopatologia é tão grave como qualquer outra enfermidade em sua fase terminal. “O suicida busca na morte o fim da sua dor. Muitos suicídios seriam evitados, se o indivíduo tivesse a oportunidade de ser acompanhado por um profissional, pois é preciso enxergar os transtornos psiquiátricos como doenças sérias e não como preguiça, loucura ou incapacidade do paciente”, alerta o médico e professor de psiquiatria Dr. Ivan Gilson Silva.

 

 

 

O ser humano lida diariamente com suas demandas emocionais internas e externas, em seu meio social. Tratando-se de seres diversos, obviamente haverá conflitos, estresses e traumas.  Acrescente, nessa lista, alimentação inadequada, repouso insuficiente e naturalmente o cérebro produzirá cortisol, o hormônio do estresse. “Todos nós estamos imersos em diferentes emoções, é natural que, em alguns momentos da vida, tenhamos dificuldades para compreendê-las, especialmente durante a transição de ciclos. Quando essa dificuldade não é enfrentada, ela pode evoluir para algo físico e, a partir daí, biologicamente, o corpo tende a desenvolver as psicopatologias. Não dá para resolver uma disfunção química do cérebro apenas com a boa vontade. É preciso de medicação e acompanhamento terapêutico”, esclarece Dr. Ivan.

 

O resultado do estresse físico e mental, aliado aos problemas de convivência, são os transtornos neuropsiquiátricos, como depressão, bipolaridade, ansiedade, transtornos alimentares, toc e a esquizofrenia. A comunidade científica tem discutido sobre como as rotinas estressantes, a solidão e a falta de apoio têm interferido no mal-estar coletivo a nível mundial.  “À medida que avançamos na ciência e na tecnologia, renegamos nossas fraquezas humanas e nos submetemos a uma ideia de sermos seres invencíveis. A nossa saúde mental é um tema urgente e deve ser estudado e debatido com mais frequência, caso contrário os dados de suicídio crescerão ainda mais”, certifica Dr. Ivan.

 

Embora os artigos disponíveis na internet ampliem a discussão sobre transtornos psiquiátricos, eles não devem substituir a consulta médica. O autodiagnóstico e a automedicação são extremamente perigosos, podendo ocasionar a morte dos indivíduos.

 

Antes de qualquer decisão que coloque sua vida em risco, consulte imediatamente o médico ou ligue gratuitamente para o 188!

 

 

 

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